UPM REDIGE CARTA PARA ELIMINAR BARREIRAS

Países se revezam na presidência da UPM. É a vez do Brasil

A UPM – União de Parlamentares Sul-Americanos e do Mercosul, que reúne deputados de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, realizou um encontro em Buenos Aires nesta quinta-feira, 09, com o objetivo de eliminar barreiras na importação e exportação de produtos entre os países. Para isso, divulgou a Carta de Buenos Aires que será encaminhada ao Parlamento do Mercosul.

No evento também foi escolhida a nova diretoria da UPM, que passa a ter como presidente, o deputado estadual catarinense, Gilmar Knaesel – PSDB. Quem assume papel importante também no grupo é o Deputado Kennedy Nunes, que presidirá a Comissão de Assuntos de Fronteira. Kennedy informou que em breve estará realizando audiências públicas nas cidades catarinense que fazem fronteira com a Argentina, como Dionísio Cerqueira, por exemplo. “Vamos ver quais são os problemas que há nessa região fronteiriça, para ver que ações poderemos realizar para ajudar”. Disse Kennedy, que avaliou como de extrema importância a reunião em Buenos Aires.

A Carta de Buenos Aires

O Mercosul foi criado em 1991. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai passaram a adotar políticas de integração econômica e aduaneira. As nações sul-americanas se comprometeram a reduzir ou eliminar barreiras, inclusive tarifárias que restringissem o comércio. Os resultados têm sido positivos, tanto em investimentos que visam atender à demanda continental como, também, no estreitamento dos laços políticos, sociais e culturais. A união aduaneira tornou-se realidade e as oportunidades tendem a crescer com a integração apesar das questões regionais que necessitam ser revistas.

A economia dos países que compõem o Mercosul tem realidades diferentes. A exemplo de outros mercados comuns, as questões regionais tem se sobreposto aos interesses globais. Os recentes entraves nas relações comerciais entre Argentina e Brasil, desencadeados no processo de liberação de licenças de importação, que foge do estabelecido pela OMC e ocasiona importantes reflexos nas economias desses países, demonstram um Mercosul ainda imaturo e com suas autoridades adotando medidas de proteção às suas economias.

Considerando que é preciso pensar o Mercosul em longo prazo e de maneira que beneficie a todos os países membros, os legisladores regionais da União de Parlamentares Sul-Americanos e do Mercosul – UPM, preocupados, inclusive, com o futuro do Mercosul perante a ameaça internacional caracterizada pela China e outros países asiáticos, decidem:

I-              Como legítimos representantes regionais e profundos conhecedores das

realidades locais, buscar junto às autoridades nacionais o cumprimento do estabelecido nos tratados de criação do Mercado Comum.

II-            Atuar fortemente no sentido de mobilizar a sociedade, por intermédio

de suas lideranças políticas, econômicas e empresariais, para que tenhamos um Mercosul forte, com economias consolidadas e sem ameaças de crises sociais, provocadas pelo desemprego.

III-          Cobrar do Parlamento do Mercosul posicionamentos mais efetivos

diante da crise estabelecida e ações de seus membros, na qualidade de legisladores nacionais, junto às autoridades econômicas de seus países, para a consolidação do Mercado Comum do Sul

Buenos Aires – Junho de 2011.

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