NOS EUA, KENNEDY VISITA PENITENCIÁRIA E CONTA COMO FOI

Hoje, nós visitamos a penitenciaria do Condado de Lake. Uma penitenciária pública que abriga 1.156 internos e tem um policiamento de apenas 35 homens por turno na guarda. Em média ficam quatro presos por cela (com ar condicionado central) e eles tem direito, se não quebrarem as regras internas a 3 horas de pátio por semana (foto). Há também uma área para criminosos de penas de até um ano. O custo de cada preso aos cofres públicos é de três mil dólares por mês. Este valor, segundo eles, é o mesmo do estudo completo de uma pessoa, do ensino básico à faculdade.

Aqui na Florida existe pena de morte (gás e choque elétrico). Estivemos no corredor onde estão os criminosos que esperam o julgamento. Em média, são seis execuções por ano. Como nos EUA, os menores também pagam por suas penas, há no país 20 mil menores condenados à morte. Nestes casos, eles têm aula normal dentro da penitenciária, inclusive com computadores.

Aqui na penitenciária há também telefone publico que funciona assim: toda conversa é monitorada por escuta direta. Os presos ligam a cobrar e uma parte do valor cobrado de quem recebe a ligação é repassado aos policiais que trabalham na penitenciária. Esta foi a fórmula encontrada por eles para acabarem com celulares nas penitenciárias. Com a certeza de que cada ligação que os presos fazem geram rendimento aos policiais, ele reforçam a vistoria para evitar celulares no prédio. Acredito que devemos defender este sistema nas penitenciárias de Santa Catarina. Nos presídios e penitenciarias dos EUA, os advogados também são revistados na entrada. Um exemplo, não é?

Uma equipe medica faz quatro checagens na saúde de todos os internos por dia. Os policiais trabalham em escalas de 12 horas e quando há desordem, o policial age de acordo com três passos básicos, primeiro, ele tenta separar a briga usando a voz, depois tenta uma ação com mão aberta ou arma teaser (elétrica) e por ultimo a ação de Mao fechada. Cada policial precisa ser certificado para trabalhar na penitenciária, seja dentro ou fora, e esta certificação é paga pelo próprio policial.

Trânsito e embriaguez

O motorista que é pego, pela primeira vez, dirigindo embriagado, recebe multa, na segunda, prisão por 60 dias e, se for pego novamente, vai dormir na cadeia por cinco anos. Isto coloca muitos profissionais liberais (médicos e advogados) na prisão e, ao contrário do Brasil, eles não têm regalia nenhuma. Quem entra ali é porque quebrou a regra da sociedade e está ali para pagar.

Quando perguntei se havia “visita íntima” para os presos, a resposta foi taxativa: “Isto aqui não é um clube, é uma punição!”, respondeu o policial com o rosto cheio de revolta. As celas são de vidros, e é possível ver o vaso sanitário. Quando o preso a está usando, é possível vê-lo. Questionamos sobre a dignidade da pessoa e o policial respondeu “isso é problema dela. Ela cometeu um crime e esta pagando por isso. E a bem da verdade, ela não respeitou a própria dignidade quando cometeu o crime, por que vamos respeitar aqui?

Perguntamos se existe a comissão de Direitos Humanos, disseram que sim mais que a luta deles é para quem cumpre as regras e não para os criminosos. Segundo eles, o pessoal dos Direitos humanos nos Estados Unidos vai ao sepultamento das vitimas, mas não atendem aos presos, e sim, defendem a policia quando colocada em julgamento pelos próprios bandidos.

Nesta penitenciária, nunca aconteceram rebeliões, mas quando um preso estraga algo em uma briga, por exemplo, o valor da reforma é cobrado da família do preso. Quando ele consegue licença para trabalhar, cada seis dias trabalhados reduzem um dia da pena e o dinheiro que ele recebe pelo trabalho, ele usa, primeiro, para restituir a vitima do crime pelo prejuízo causado, depois ele pode receber o valor que sobrar. Aqui não é permitido fumar na ala interna da penitenciária. Por ser lei a proibição do fumo em prédios públicos, esta lei se aplica nas penitenciárias também.

Como aprendemos hoje! Espero vocês amanhã.

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