KENNEDY RELATA SEU DIA NOS ESTADOS UNIDOS

Depois de ter passado uma semana aqui em julho, quando o Grupo Dedos de David fez uma série de apresentações, volto aos Estados Unidos, desta vez como deputado, para junto de algumas autoridades de Santa Catarina discutir e entender as ações de Segurança Pública aplicadas por aqui.

Vamos então a uma breve exposição do dia de hoje (ontem, na verdade, porque já é bem tarde) Estivemos pela manha no Instituto de Segurança Publica da Florida, comandados pelo Coronel Charles Saba visitamos a estrutura da academia, onde os simuladores de incêndio são comandados por computador. Neste treinamento, o policial que não agüentar enquanto combate o fogo, pode acionar um botão vermelho para interromper o treinamento, já que a temperatura ultrapassa os 200 graus. Toda operação é filmada para avaliação posterior.

Depois, fomos à sala do simulador de direção. Aqui, o máximo de realidade é colocada no assento do simulador, pois assim não há gasto com gasolina ou outros tipos de incidentes. Há ainda uma sala onde se faz treinamento com arma. Um sistema de áudio e vídeo traz situações muito próximas à realidade, onde o policial tem que se preparar, não apenas para acertar o alvo, mas para saber em que momento deve apertar o gatilho. Ou não.

Soubemos aqui na Florida que existe um sistema de áudio e vídeo parecido com o americano que é feito por uma empresa em Santa Catarina. O vice-governador, Leonel Pavan, vai visitar esta empresa. Estes sistemas são importantes para o preparo dos policiais. O rápido raciocínio tem que ser aguçado em situações que colocam o aluno enfrentando o crime sem risco de morte.

A formação do aluno custa 2.800 dólares por mês, fora os gastos com hospedagem e alimentação que é custeada pelo aluno. São 450 horas de cursos e, nesta academia, são preparados, em média, 200 policiais por ano. Formado, ele passa a ser funcionário do governo, e recebe cerca de quatro mil dólares por mês, além de ganhar Pistola, Escopeta, metralhadora, colete, carro, radio comunicador, computador, spray e uniforme.

Como aqui não existe delegacia de policia, cada policial trabalha no próprio carro. Para os treinos de tiro o policial paga dez centavos de dólar por bala, que é verdadeira. Aqui não existe estabilidade do serviço e quando alguma regra é quebrada são demitidos. O “bico” é permitido aqui, porém, não se pode pagar menos do que 35 dólares por hora e o policial tem que estar fardado. O governo prefere que o policial esteja fardado na rua, mesmo que trabalhando para o privado, para impor maior segurança.

A carga horária é de oito horas diárias. Eles acreditam que uma escala de 24 por 48 horas não funciona porque depois de um tempo de trabalho os reflexos não são mais os mesmos em virtude do cansaço.

Amanhã nossa visita será na Penitenciaria do Lake e a tarde nós visitaremos o Tribunal da Administração publica Penal. Até lá.

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